Crítica sobre práticas de RH? Sim!

Li uma matéria sobre 10 práticas ridículas utilizados pelo RH e que devem ser eliminadas, segundo Liz Ryan, colunista da Forbes, autora do livro “Reinvention Roadmap”, e CEO e fundadora do Human Workplace, consultoria dedicada às melhores práticas de trabalho. Compartilho as práticas mencionadas pela autora para refletirmos juntos sobre o que realmente deveria ser reinventado ou eliminado definitivamente.

1. Classificar os empregados e criar listas em que os funcionários são comparados uns aos outros do “melhor” para o “pior”.

2. Avaliações anuais de desempenho. Reuniões individuais com o gestor são boas. Mas qual seria o propósito de uma reunião anual dessas senão o de elencar quais foram os erros e falhas do funcionário nos últimos doze meses? Ou pior: comparar o que ele fez pior que os colegas, dando notas para várias atividades, como “se ele fosse uma criança recebendo a prova na escola?”, pergunta Liz. “Avaliações de desempenho não têm fundamento. Podem se tornar uma simples série de insultos e matam os programas que tentam criar uma boa cultura interna”.

3. Sistemas de feedback 360° anônimos. “Alguém conseguiria dizer aos funcionários que vai ajudá-los a ter um melhor desempenho ao deixar que todos os colegas enviem anonimamente comentários sobre suas deficiências — sem detalhes, dados específicos ou qualquer contexto?”, questiona Liz. Segundo ela, essa é uma fórmula certeira para acabar com a confiança dentro da equipe e bons líderes não fazem feedback por meio de avaliações anônimas.

4. Políticas de licença por falecimento de parente que requerem que o funcionário leve um atestado de óbito.

5. A filosofia de gestão que trata qualquer falta de funcionário como uma questão de disciplina ou falta de comprometimento, como se os funcionários optassem por ficar doentes, machucar-se, sofrerem um acidente ou terem um carro quebrado.

6. A prática de exigir que o gestor aprove ou negue o requerimento de um funcionário para uma transferência interna ou promoção. Para Liz, isso é uma política de RH baseada no medo. Segundo ela, os profissionais talentosos que têm essas ambições simplesmente deixam empresas que são assim.

7. Computar exatamente a hora da entrada de cada funcionário, mas ignorar as horas extras trabalhadas ou o fato de os funcionários levarem trabalho para fazer em casa. “Se sua empresa é muito exigente em relação à presença física dos funcionários, mas não lhe dá crédito — e pagamento — pelo trabalho que faz durante seu próprio tempo, ela não te merece”, diz Liz.

8. Proibir os gestores de dar referências ou cartas indicando ex-funcionários. “As empresas têm um medo tão irracional de processos sobre difamação que proíbem seus próprios gerentes — as mesmas pessoas eles confiam que vão manter a companhia funcionando — de dar boas referências. Como uma pessoa pode ser qualificada o suficiente para gerir um departamento, mas ser incapaz de escrever referências não difamatórias a ex-membros da equipe?”, escreve Liz. Segundo ela, essa política é um “grande desserviço” a ex-funcionários e um sinal para os atuais: uma vez fora daqui, o resto da carreira de vocês ocorrerá sem o nosso apoio.

9. “Roubar” as milhas dos funcionários que viajam muito ou exigir que eles usem sua pontuação para emitir passagens para viagens a trabalho. “Quando uma pessoa está a em um avião, o estresse ao corpo é real. Por isso, ‘roubar’ as milhas de pessoas que viajam muito é um sinal aos funcionários de que a companhia faz economias de uma forma pouco inteligente”.

10. Há ainda uma ideia que, por pior que seja, continua a imperar em alguns RHs: a de que a empresa pode recrutar pessoas talentosas tratando os candidatos como lixos, submetendo-os a incessantes formulários online e usando algorítimos para avaliá-los. Aqueles que não passarem pelo crivo do sistema estarão eliminados para sempre. E aí, você tem certeza que selecionou os mais talentosos?

Visualizei essa matéria em várias redes sociais, a repercussão está bem significativa. Após acompanhar alguns comentários dos leitores sobre a matéria, eu fiquei assustada com imagem que alguns profissionais de RH estão propagando nas suas atuações nas empresas.

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Como uma área que é responsável por gestão de pessoas não tem facilidade para conversar, escutar e dialogar com as pessoas? O RH precisa virar esse jogo, e rápido. Os maus exemplos sempre terão peso maior, e precisamos entender que não somos uma área só para entregar contracheque, bater papo, contratar e desligar pessoas, mas sim uma área que trabalha continuamente pelo desenvolvimento humano, e como consequência seremos peças chaves para o progresso dos negócios.

Gostaria de saber se você concorda com Liz sobre eliminar as dez práticas.

Se sim, quais são suas sugestões de melhoria?

 

2 comentários sobre “Crítica sobre práticas de RH? Sim!

  1. Com certeza temos que mudar essas falsas ideias do RH de antigamente. Hoje em dia, com tanta tecnologia, perfis diferentes e mudanças, o RH também entrou nessa, e precisamos que isso aconteça. Não é problema mudar, escutar os colaboradores, ter diversidades, manter o que é satisfatório, revolucionar o que não serve mais. Mas também acho que manter o que é importante é valido, e também não precisamos embarcar somente em modismos e sim no que é necessário e importante para cada empresa. A mudança com planejamento, é enriquecedora!

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  2. Estou surpreso positivamente com essa matéria. É raro ver essa autocrítica e ela é muito necessária. Precisaria ser feita mais vezes. Como sugestão, os assuntos desequilíbrio do RH ao propor engajamento de colaboradores, psicologia positiva causando malefícios e positividade tóxica no ambiente de trabalho. Adoraria ler mais sobre esses assuntos.

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