Consultor Interno ou Externo no RH?

É comum o gestor de RH contratar consultorias terceirizadas, especialistas em processos de Recrutamento e Seleção, Cargos e Salários e Treinamentos com foco no desenvolvimento de Lideranças. Porém percebo que as organizações estão cada dia dando mais atenção em contratar um consultor Interno de RH, seja especialista ou generalista, para desenvolver políticas e projetos de gestão de pessoas interligados aos objetivos de negócio, tendo assim no seu quadro funcional um HR Business Partner.

O que é um Profissional Generalista e Especialista no RH? O Blog RH  mencionou as principais características desses dois profissionais, vamos descobrir a seguir.

RH Generalista

O profissional de RH Generalista é aquele que consegue assumir diversas responsabilidades no seu trabalho, sejam elas estratégicas ou burocráticas. Através de cursos, job rotation ou trajetória diferenciada de carreira, esse profissional pôde ter contato com as mais variadas políticas e práticas de gestão de pessoas. O RH Generalista possui uma visão ampla de sua área de atuação e também do negócio que move a empresa. Ele tem uma boa noção do que se passa em outros setores para poder se comunicar com eles. Sendo assim, é comum encontrar esse profissional em posições de liderança ou no papel de business partner. Embora seja taxado de superficial, o RH Generalista conta com bagagem e currículo para merecer esse título e por lidar com diferentes desafios em sua rotina, a exigência faz com que ele busque desenvolver novas habilidades e competências, dentro ou fora do RH.

RH Especialista

Mesmo com a ascensão do RH Generalista, o profissional de RH Especialista continua encontrando seu espaço no mercado. O setor de remuneração e benefícios, por exemplo, que tem sido muito cobrado por resultados, carece de talentos entendedores do assunto. Conhecedor ou expert de uma determinada frente de gestão de pessoas, o RH Especialista tem respostas prontas e bastantes assertivas para os desafios que encontra no trabalho. Tal habilidade costuma ser muito valorizada em grandes empresas ou ainda em consultorias de recursos humanos.

Antes de continuarmos […] Quem é o Business Partner no RH?

O cargo HR business partner está na “moda” no RH, porque a alta gestão está cobrando um RH mais estratégico há anos, porém com a crise econômica que estamos vivendo essa solicitação não é mais um desejo, mas sim uma “ordem”. Percebo também que há muitas consultorias e faculdades desenvolvendo treinamentos para profissionais de RH sobre o que é ser Business Partner. Esse conceito surgiu através do David UlrichEle lançou a mais de duas décadas atrás, através do livro Human Resource Champions, um modelo de como o profissional de RH deveria ser mais estratégico aos negócios, deixando assim de ser operacional.

Qual é o perfil desse profissional, segundo Ulrich?

O business partner deve ter conhecimento de grande parte dos processos de gestão de pessoas e amplo e profundo conhecimento do negócio para poder discutir soluções estratégicas para a empresa. Ele deve agir como um conselheiro do executivo para todos os temas referentes a negócios e pessoas, bem como manter o equilíbrio das relações entre os especialistas das áreas e os executores dos processos, agindo como um facilitador para o bom andamento da dinâmica empresarial. É o business partner que faz a análise do treinamento correto a ser aplicado quando este é solicitado por um coordenador de área, antes de encaminhar a área de RH. Sua flexibilidade em transitar entre o RH e as áreas técnicas possibilita verificar falhas nas lideranças e, com isto, propor capacitações, coaching e orientações de forma mais assertiva. Seu trabalho constante é analisar quando deve usar as políticas já estabelecidas pela organização ou criar uma prática específica para aquela unidade ou aquele cliente interno.

BUSINESS-PARTNERFonte: Nexialistas

Consultoria Interna (Business Partner) ou Consultoria Externa?

As duas modalidades de consultoria são importantes, contratar uma consultoria externa pode ser vantajoso para saber o que é tendência no mercado referente aos serviços solicitados, entretanto possuir um consultor interno é positivo porque este profissional já estará inserido na cultura organizacional.

Consultoria Externa: Desenvolvida por profissional autônomo, qualificado, que atua em um determinado projeto de forma independente, não vinculado à empresa. Apresenta uma vantagem em relação ao consultor interno, pois possui maior imparcialidade com a empresa pelo fato de não estar envolvido no dia a dia do cliente.  Justamente por não estar envolvido, tem maiores chances e oportunidades de emitir opiniões, propor mudanças e correr riscos.

Consultoria Interna: Processo realizado por funcionário da empresa ocupa um cargo de nível técnico ou gerencial.  Possui normalmente um perfil generalista e atua como link entre o cliente interno e a gerência da sua área.  Atua como facilitador, elaborando diagnósticos, buscando soluções para os problemas, sugerindo, opinando e criticando.

Quais são as competências necessárias para um profissional executar o papel de consultor?

Observador atento e discreto – a fim de conhecer, com a maior precisão e objetividade possíveis, uma determinada realidade organizacional, sem mostrar-se indevidamente invasivo;

Empático – Além de simpatia, cordialidade e sensibilidade no trato interpessoal, deve estar emocionalmente aberto para novas relações;

Excelente ouvinte – para compreender as motivações humanas, seus interesses, as diferenças entre as pessoas e a natureza e complexidade das relações;

Flexível emocionalmente – para conviver bem com as diferenças individuais e culturais de valores e atitudes e para respeitar a pluralidade e a diversidade sociais;

Bom pensador analítico e sistêmico – para a percepção, tratamento e uso da Inteligência na compreensão das múltiplas variáveis e dos processos organizacionais.

Vera Bártolo afirma também que o consultor precisa possuir nas sua postura as habilidades a seguir, para ser um profissional estratégico no decorrer da sua atuação.

  • Coerência: discurso e prática;
  • Postura de aprendizagem;
  • Manter alto padrão de qualidade nos serviços;
  • Agente de mudanças: assumir responsabilidade e assessorar seu cliente interno no processo de mudança;
  • Estabelecer relação de confiança: relacionamentos sólidos e calcados em confiança e respeito;
  • Ênfase nas pessoas: o grande foco de atuação é o ser humano. É essencial assegurar a participação intensa das pessoas no processo, acreditando no valor de suas contribuições e abrindo espaço para o seu desenvolvimento profissional e pessoal;
  • Saber lidar com resistências;
  • Definir as áreas chave que precisam de assessoramento para o atingimento de suas metas e alcance dos objetivos estratégicos e consequentemente buscam o desenvolvimento organizacional.

Acredito que ambas as modalidades de consultoria podem trabalhar juntas nas organizações, dependendo do projeto a ser desenvolvido. Há muitos profissionais que podem assessorar diversos clientes ao mesmo tempo, pois já possuem um amplo conhecimento e experiência. Também é muito vantajoso desenvolver um profissional interno, que tem proximidade com dia a dia e com as pessoas que fazem parte da empresa. Porém independente de qual modalidade de consultoria a ser contratada é fundamental o projeto ser apoiado por todos os gestores, principalmente pela direção, havendo diálogo e respeito mútuo entre empresa e consultor.

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